Ano lectivo vai atrasado
O início das aulas do Ensino Geral, inauguradas oficialmente na passada segunda-feira, ainda não arrancaram nalgumas escolas, particularmente as da zona sul devido a uma combinação de factores que vão desde questões organizativas das próprias escolas até aos efeitos do temporal que se abateu esta semana sobre determinadas regiões perturbando o início efectivo do ano lectivo.
Por exemplo, na cidade do Maputo, durante a terça-feira e o dia de ontem, constatámos que numerosas turmas, com destaque para o secundário, estavam por serem constituídas e os horários por consolidar. Aliás, esta situação foi vivida um pouco em todo o território nacional, segundo relatos dos nossos correspondentes que apontam o facto de o início do ano lectivo ter coincidido com o fim do processo de matrículas que também se seguiu à realização dos exames finais nas classes terminais.
Ainda ontem alguns estudantes procuravam identificar as respectivas turmas. No conjunto dos factores que ditaram este atraso é ponto assente que para lá das questões de natureza organizativa as fortes chuvas que se registaram terão influenciado negativamente o início do ano lectivo.
O director da Educação da Cidade do Maputo, Gideão Jamo, confirmou, quando contactado pela nossa Reportagem, que as chuvas contribuíram para as ausências quer de professores assim como de alunos no primeiro e no segundo dia de manhã.
“O nosso programa e previsão de abertura correu conforme, deixando de lado o factor chuvas que comprometeu o primeiro e segundo dia em que tivemos faltas quer de professores assim como de alunos. Esta tarde as escolas trabalharam minimamente. Não registamos nada de anormal, mas há algumas situações que jogaram contra a nossa vontade”, disse.
Reconheceu, igualmente, que o ano lectivo começou de forma apertada, mas até ao final desta semana se espera que esteja tudo organizado, particularmente no Ensino Secundário onde se coloca o problema das listas de turmas e horários que em alguns casos ainda não afixados.
“Estamos a sentir que tudo foi apertado. Se não tivéssemos tido este contratempo teríamos avançado muito”, indicou.
Gideão Jamo disse, porém, que o facto de todo o processo preparativo ter sido apertado, não vai influenciar negativamente o ano lectivo que se espera seja diferente.
Fonte: O País
